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Conitec analisa implante de corticoides para pacientes diabéticos com doença ocular

  • Publicado: Quinta, 17 de Setembro de 2020, 19h11
  • Última atualização em Terça, 13 de Outubro de 2020, 17h43
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O tema está aberto para consulta pública até 05 de outubro

Está em avaliação na Conitec a incorporação do implante biodegradável de dexametasona para tratamento de pacientes com edema macular diabético (EMD), doença ocular que é principal causa de cegueira em pacientes com diabetes. A Comissão analisou a tecnologia para pacientes que não tiveram melhora ou respostas suficientes com os medicamentos já ofertados no SUS. A recomendação inicial do Plenário é desfavorável à incorporação, por considerar insuficientes as evidências existentes sobre o medicamento. Agora, o tema segue para consulta pública. Contribuições podem ser enviadas até 05 de outubro.

Clique aqui para o envio de relatos de experiência/opinião ou clique aqui para contribuições técnico-científicas sobre o tema.

O EMD é uma das complicações do diabetes, causada por alterações estruturais nos vasos da retina devido à elevação dos níveis de açúcar no sangue. Os principais fatores de risco para seu desenvolvimento são o descontrole dos níveis de glicemia no sangue e a duração da doença.

Esse processo pode danificar os vasos sanguíneos e aumentar o extravasamento de fluidos na retina. Assim, substâncias como líquidos, proteínas e outras moléculas passam de dentro dos vasos sanguíneos e se acumulam próximos da retina e da mácula, formando o edema.

A dexametasona é um corticoide, aplicado por meio de uma injeção, que diminui a inflamação e, consequentemente, promove a redução do edema ocular. O Plenário considerou baixas as evidências científicas relacionadas aos benefícios do tratamento para a doença. Leia aqui o relatório inicial.

Tratamento no SUS

As terapias disponíveis atualmente no SUS são baseadas na terapia a laser, como a fotocoagulação e pan-fotocoagulação. Como ainda não existe cura para essa doença, o principal objetivo dos tratamentos existentes é impedir ou diminuir a velocidade de evolução do quadro e, se possível, melhorar a visão. Assim, é importante manter o controle da glicemia, da hemoglobina glicada, da pressão arterial, dos lipídios, da função renal e do índice de massa corporal, em associação à prática de exercício físico e à alimentação adequada.

Em estágios iniciais da doença, os pacientes geralmente não apresentam sinais ou sintomas. Com o passar do tempo, a visão pode ficar borrada e distorcida e, se não diagnosticada e tratada corretamente, pode evoluir para cegueira irreversível. Por isso, pessoas com diabetes ou que apresentem qualquer alteração da visão precisam procurar um especialista periodicamente.

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