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Conitec avalia incorporação de medicamento para pacientes adultos com artrite reumatoide

  • Publicado: Quinta, 12 de Novembro de 2020, 12h54
  • Última atualização em Terça, 15 de Dezembro de 2020, 12h56
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Em avaliação inicial, Comissão recomendou a incorporação do upadacitinibe para os casos de intolerância ou resposta insuficiente aos tratamentos já ofertados no SUS. O prazo para o envio de contribuições dessa consulta pública foi prorrogado para até o dia 07 de dezembro

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) recomendou, em avaliação inicial, a incorporação do upadacitinibe para adultos com artrite reumatoide (AR). A doença autimune pode causar danos progressivos nas articulações do corpo. A Comissão analisa a inclusão da tecnologia para os casos em que pacientes apresentam intolerância ou não alcançam boas respostas com tratamentos já disponíveis no SUS. O tema está em consulta pública e recebe contribuições da sociedade até o dia 07 de dezembro.

Para participar com experiencias e opiniões sobre a avaliação da tecnologia ou sobre demais aspectos relacionados ao tema, acesse aqui; para envio de contribuições técnico-científicas, acesse aqui.

A artrite reumatoide é uma doença inflamatória autoimune que afeta articulações e órgãos internos. Ainda sem cura e de causa desconhecida, compromete as articulações de forma irreversível, com impacto nos movimentos. Além das manifestações articulares, a doença pode reduzir a expectativa de vida do paciente. É mais frequente em mulheres, principalmente na faixa etária acima dos 60 anos. O diagnóstico precoce e o tratamento oportuno, nas fases iniciais, reduzem a destruição articular e melhoram o prognóstico desses pacientes.

Tecnologia analisada
O upadacitinibe auxilia na diminuição dos sintomas da AR e retarda a progressão da doença, consequentemente, o surgimento de lesões nos ossos e cartilagens das articulações. A Conitec analisou os estudos relacionados à segurança e à eficácia do medicamento para artrite reumatoide e verificou que ele traz benefícios para a melhora dos sintomas, sem provocar mais eventos adversos quando comparado aos outros medicamentos da 2ª e 3ª linha de tratamento. Além disso, na avaliação econômica, foi apontado que a incorporação da tecnologia traria menor custo de tratamento quando comparada às terapias já disponíveis no SUS.

Leia aqui o relatório técnico.

Tratamento no SUS
Publicado pela primeira vez em 2019, o PCDT para artrite reumatoide orienta o tratamento, diagnóstico e monitoramento dos pacientes, visando a remissão da atividade da doença. O documento sugere que o diagnóstico seja realizado por exames clínicos, considerando sinais e sintomas do paciente, bem como exames laboratoriais. Como não existe um exame isolado que confirme a doença, profissionais de saúde devem considerar os sinais descritos no protocolo, como rigidez matinal, nódulos reumatoides, artrites nas mãos, em três ou mais áreas articulares, entre outros.

O documento aponta que pacientes devem ser acompanhados por equipe multidisciplinar (com fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, psicólogo, nutricionista e suporte de um médico reumatologista) e orientados sobre mudanças no estilo de vida. O tratamento medicamentoso envolve o uso de anti-inflamatórios, corticoides, imunossupressores, entre outros.

Os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) são documentos que direcionam os procedimentos a serem seguidos pelos gestores do SUS. São baseados em evidência científica e consideram critérios de eficácia, segurança, efetividade e custo-efetividade das tecnologias recomendadas.

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