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Conitec avalia tecnologia para tratamento de pacientes com malária

Publicado: Terça, 09 de Fevereiro de 2021, 11h05 | Última atualização em Sexta, 26 de Fevereiro de 2021, 17h49 | Acessos: 258

Consulta pública sobre o tema recebe contribuições da sociedade até dia 01 de março

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) avalia o medicamento tafenoquina para o tratamento da malária causada por protozoários do gênero Plasmodium, transmitidos ao homem pela picada da fêmea do mosquito Anopheles darlingi. O tema está em consulta pública até o dia 01 de março. A recomendação inicial do Plenário foi de parecer favorável à incorporação da tecnologia no SUS. A malária é curável quando diagnosticada e tratada rapidamente.

Participe da consulta pública. Clique para o envio de relatos de experiência/opinião ou contribuições técnico-científicas sobre o tema.

A malária ainda representa um grave problema de saúde pública no mundo. Foram reportados 228 milhões de casos apenas em 2019. No entanto, registros revelam que, desde o ano 2000, os casos de malária caíram pela metade no Brasil.

O Ministério da Saúde instituiu o Programa Nacional de Prevenção e Controle da Malária (PNCM), que consolida uma política nacional que orienta o tratamento no SUS e garante a oferta dos medicamentos antimaláricos utilizados, como a cloroquina, a primaquina, entre outros.

SAIBA MAIS
A malária é uma doença infecciosa parasitária aguda. Ao acessarem o organismo humano, os protozoários se instalam nas células do fígado e chegam às células sanguíneas. Esse processo leva de uma a duas semanas, quando começam os sintomas, que envolvem calafrios, febre, transpiração, bem como dores de cabeça e musculares, náuseas e vômitos.

Das cinco espécies de protozoários que podem causar a malária em humanos, três estão presentes no Brasil: P. falciparum, P. vivax e P. malariae. Crianças, gestantes e pessoas que tiveram a doença pela primeira vez podem apresentar quadros mais graves.

O diagnóstico deve ser confirmado por exame laboratorial ou por testes rápidos.

Tecnologia analisada: tafenoquina
O conteúdo até então avaliado pela Conitec revela que a tafenoquina ajuda na prevenção da recaída da doença, mas que ela deve ser evitada por pacientes com deficiência enzimática, em razão do alto risco de Anemia Hemolítica Aguda (AHA). Há testes que auxiliam na detecção dessa alteração e que possibilitam uma administração adequada da medicação.

Acesse o relatório inicial e saiba mais sobre o assunto.

Para o Plenário, ainda que os achados científicos sobre a eficácia do medicamento tenham sido considerados de boa qualidade, há poucas informações disponíveis sobre a comparação entre a tafenoquina e a primaquina, por exemplo. Segundo a Comissão, é importante avaliar o desempenho dessas intervenções no contexto real de tratamento, o que poderá ser feito justamente durante o estudo que é utilizado como base para a demanda de incorporação encaminhada à Conitec, desenvolvido nas cidades de Manaus (AM) e Porto Velho (RO) .

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