Ir direto para menu de acessibilidade.
Página inicial > Conitec avalia tratamentos para diabetes mellitus tipo 2
Início do conteúdo da página

Conitec avalia tratamentos para diabetes mellitus tipo 2

  • Publicado: Terça, 14 de Janeiro de 2020, 19h43
  • Última atualização em Sexta, 20 de Março de 2020, 11h07
  • Acessos: 2021

A diabetes é responsável por 80% da mortalidade por doenças crônicas no país, juntamente com o câncer, doenças cardiovasculares e respiratórias

Está em consulta pública na Conitec a proposta de incorporação de duas tecnologias para o tratamento de diabetes mellitus tipo 2 (DM2): os medicamentos empagliflozina e dapagliflozina, ambos usados para diminuir os níveis de glicose na corrente sanguínea. A Comissão avaliou evidências científicas sobre essas terapias e recomendou, de forma inicial, a incorporação ao SUS. Agora o tema segue para receber as contribuições da sociedade.

O controle dos níveis de glicose em pacientes com diabetes do tipo 2 é fundamental para prevenir e reduzir as complicações da doença. Atualmente, o SUS já fornece à população opções para o tratamento, como as insulinas humana NPH e humana regular, e os medicamentos metformina, glibenclamida e glicazida. Entretanto, independentemente do tipo de tratamento que o paciente receba, é característico da doença que, com o passar do tempo, ocorre a piora da função do pâncreas em secretar a insulina, hormônio responsável por reduzir os níveis de glicose no sangue.

Em função disso, por demanda do próprio Ministério da Saúde, a Conitec está analisando a inclusão de alternativas adicionais para o controle de DM2. A empagliflozina e a dapagliflozina pertencem a uma classe de medicamentos diferente das já ofertadas no SUS. Nos estudos analisados foi verificado que, além de apresentarem benefícios na redução da glicose, essas tecnologias reduzem a possibilidade de ocorrer eventos cardiovasculares, como infarto e demais problemas cardíacos, em pacientes que apresentam maiores riscos de desenvolvimento dessas doenças.

Por isso, o Plenário recomendou a incorporação de um dos dois medicamentos analisados para pacientes com DM2, maiores de 65 anos e com doença cardiovascular prévia, que não conseguiram o controle da doença com o tratamento já ofertado no SUS. Os estudos avaliados mostraram que os dois medicamentos apresentam resultados semelhantes e, por isso, a Comissão recomendou a inclusão ao SUS da alternativa com menor preço. Leia aqui o relatório inicial.

Diabetes mellitus tipo 2

O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença caracterizada por altos níveis de açúcar no sangue, causada pela falha na ação do hormônio insulina, que regula a quantidade de açúcar no organismo. Este tipo representa cerca de 95% dos casos de diabetes e está associada, principalmente, ao excesso de peso, maus hábitos alimentares e sedentarismo. Há mais de 12 milhões de pessoas com a doença no Brasil.

Consultas Públicas

As contribuições enviadas durante esta consulta pública podem confirmar ou modificar a recomendação inicial. Para participar, com experiências ou opiniões, acesse aqui; com contribuições técnico-científicas, acesse aqui.

registrado em:
Fim do conteúdo da página