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Conitec recomenda ampliação de vacina contra meningite para adolescentes no calendário nacional de vacinação

Publicado: Quinta, 01 de Outubro de 2020, 09h18 | Última atualização em Terça, 13 de Outubro de 2020, 17h40 | Acessos: 269

Imunização foi avaliada como mais um recurso de prevenção contra a doença meningocócica pelo sorogrupo mais prevalente no país, o sorogrupo C

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) encaminhou recomendação favorável a ampliação da vacina meningocócica ACWY (conjugada) para adolescentes de 11 e 12 anos no Calendário Nacional de Vacinação. A solicitação partiu da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde (MS). A imunização foi avaliada como mais um recurso de prevenção contra a doença meningocócica pelo sorogrupo mais prevalente no país, o sorogrupo C.

Acesse o relatório técnico.

O retorno da consulta pública colaborou para mudar o entendimento inicial do Plenário, de não ampliação. Da mesma forma, evidências apresentadas na última reunião da Conitec demonstraram que há consistência da resposta imune nos grupos mencionados, e estudos de mundo real demonstraram quedas das taxas de incidência em países que acumulam experiência no combate aos subtipos da doença.

NO SUS
No Brasil, as vacinas disponíveis pelo SUS contra a doença meningocócica são as meningocócicas C (conjugada) para crianças (de três meses a menores de cinco anos de idade) e adolescentes (de 11 a 14 anos de idade), por meio do Calendário Nacional de Vacinação, e a ACWY (conjugada) para paciente com hemoglobinúria paroxística noturna (HPN) - doença rara, de origem genética, considerada uma anemia crônica - em uso de medicação já disposta pelo SUS.

A prevenção tem se destacado como a estratégia preferencial para lidar com a doença e ela é feita por dois caminhos: pela vacinação ou pela administração de antibióticos para aqueles que tiveram contato próximo com pacientes, de modo a impedir o desenvolvimento da infecção.

SAIBA MAIS
A meningite meningogócica é transmitida por um grupo de bactérias chamadas meningococos, e provoca inflamação na meninge, membrana que envolve o cérebro e a medula espinhal. A transmissão se dá por meio das vias respiratórias, ou seja, pelo ar.

Há 12 tipos de meningococos; no Brasil, o mais comum é o tipo C (80% dos casos), seguido do tipo B. Os tipos A, W e Y são menos frequentes. As vacinas são consideradas a melhor forma de prevenção contra a meningite e são específicas para cada sorogrupo.

A doença atinge mais comumente crianças e adultos jovens. No início, os sintomas são parecidos com os da gripe. Mas, com a evolução do quadro, os pacientes podem manifestar rigidez no pescoço, febre, aversão à luz, desorientação, dores de cabeça e vômitos. Outros aspectos são considerados como fadiga, calafrios, dores musculares e articulares, dor no peito ou abdominal, falta de ar, diarreia, manchas vermelhas pelo corpo, hemorragias e deficiência circulatória.

A meningite pode deixar sequelas neurológicas, auditivas, dores crônicas, entre outras. Entre 5% e 10% dos pacientes podem vir a falecer, o que geralmente ocorre entre um e dois dias após o início dos sintomas.

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO
O diagnóstico inicial é feito por meio de exame clínico, seguido de coleta e análise de sangue e do líquor, fluído corporal encontrado entre as meninges e na medula espinhal.

O tratamento deve começar o mais rápido possível e ele inclui diversos antibióticos. Dependendo da gravidade, outros procedimentos poderão ser necessários, como o suporte respiratório, o uso de medicamentos para controlar a pressão arterial, tratamento de feridas e cirurgia quando ocorrem lesões maiores e profundas.

Para saber mais, acesse a página do Ministério da Saúde.

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