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Conitec recomenda incorporação de medicamento para mieloma múltiplo em pacientes adultos em diferentes situações no enfrentamento à doença

  • Publicado: Segunda, 28 de Setembro de 2020, 14h16
  • Última atualização em Segunda, 16 de Novembro de 2020, 19h36
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Análise dos casos foi feita separadamente

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) recomendou a incorporação do medicamento bortezomibe para o tratamento de mieloma múltiplo (MM) na rede pública em diferentes situações envolvendo pacientes adultos com a doença. Trata-se de um câncer que afeta diretamente a medula óssea. A recomendação segue as orientações do protocolo estabelecido pelo Ministério da Saúde e contempla o tema de acordo com a assistência oncológica no SUS.

O bortezomibe é um quimioterápico que, em conjunto com outros medicamentos desse tipo, pode compor a quimioterapia de indução nos casos de MM.

Os membros do Plenário consideraram os benefícios do uso de bortezomibe em esquemas terapêuticos nos desfechos de sobrevida livre de progressão, remissão completa e taxa de resposta. Foram considerados também outros aspectos como o fato do bortezomibe possuir apresentação como medicamento genérico, ser custo-efetivo e não apresentar impacto orçamentário elevado.

A Comissão avaliou separadamente a recomendação da medicação para o tratamento de:
a) pacientes adultos previamente tratados;
b) pacientes adultos que não receberam tratamento prévio, aptos para o tratamento de indução com alta dose de quimioterapia e transplante autólogo de células-tronco hematopoiéticas (TACTH) (quando as próprias células-tronco hematopoiéticas do paciente são removidas antes que a quimioterapia seja administrada - sendo posteriormente infundidas no organismo da pessoa, ao final de todo o processo);
c) pacientes adultos, não previamente tratados, sem requisitos necessários para o transplante autólogo de células-tronco hematopoiéticas.

Saiba mais
O mieloma múltiplo ainda não tem cura, tem evolução muito variável e sobrevida, em média, de 5 anos. Entre as consequências causadas pela doença, destacam-se lesões ósseas (principalmente no crânio, coluna, costelas e perto dos braços e pernas) e prejuízos à renovação das células sanguíneas, o que pode facilitar o aparecimento de anemia e infecções. Além disso, podem ocorrer comprometimentos progressivos ao funcionamento dos rins.

Tratamento no SUS
O tratamento recomendado deve ser iniciado logo após o diagnóstico e envolve três intervenções fundamentais, realizadas em sequência: terapia de indução, que visa a diminuir o número de células afetadas pelo MM na medula óssea; quimioterapia de alta dose e o Transplante Autólogo de Células Tronco (TACTH).

Quando bem sucedida, essa abordagem terapêutica pode trazer melhora significativa na qualidade de vida e até manter o MM em remissão durante vários anos. No entanto, por ainda não ter cura, o reaparecimento da doença e a ausência de resposta ao tratamento são bastante frequentes.

Nesses casos, o Ministério da Saúde coloca como opções a realização de um novo transplante, a repetição de esquemas quimioterápicos usados previamente ou a adoção de outros medicamentos ainda não utilizados.

Confira aqui os relatórios finais:

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