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Consultas Públicas avaliam tecnologias para pacientes com bexiga neurogênica

  • Publicado: Quarta, 20 de Novembro de 2019, 19h12
  • Última atualização em Quarta, 11 de Dezembro de 2019, 18h04
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Estão abertas duas consultas públicas sobre a incorporação de terapias medicamentosas para pacientes com bexiga neurogênica: uma sobre a incorporação da mirabegrona e outra sobre a incorporação dos antimuscarínicos (oxibutinina, tolterodina, solifenacina e darifenacina). Essas duas alternativas terapêuticas são avaliadas para o controle da disfunção de armazenamento da urina em pacientes com a doença.

A recomendação inicial da Conitec foi desfavorável à incorporação das tecnologias avaliadas, por não haver evidências científicas sobre os benefícios do uso destas. Agora o tema segue para receber as contribuições da sociedade que podem confirmar ou modificar a análise da Comissão.

Bexiga neurogênica é o nome dado às disfunções na bexiga e do esfíncter urinário devido às doenças do sistema nervoso que afetam o controle do ato de urinar. As causas dessa condição podem ter origens genéticas, lesões neurológicas ou traumáticas. Pacientes com a doença apresentam sintomas relacionados às dificuldades de armazenamento ou esvaziamento da urina, como o aumento da frequência e incontinência, fluxo urinário lento, além de necessidade de esforço durante a micção. 

Atualmente não há medicamentos incorporados no SUS para o tratamento da disfunção de armazenamento em pacientes adultos com bexiga neurogênica. O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para tratamento da doença está em fase de elaboração, mas o SUS já dispõe de protocolos específicos para as condições mais prevalentes relacionadas à bexiga neurogênica, como por exemplo os PCDT de Doença de Parkinson, Esclerose Lateral Amiotrófica e Doença de Alzheimer.

Mirabegrona

A mirabegrona é um medicamento oral que age no relaxamento do músculo liso da bexiga, diminuindo a sensação de “bexiga cheia” e, assim, a frequência das contrações sem esvaziamento. Leia aqui o relatório para a sociedade.

Antimuscarínicos (oxibutinina, tolterodina, solifenacina e darifenacina)

A segunda terapia em análise, com agentes antimuscarínicos, é administrada para diminuir a amplitude das contrações da musculatura da bexiga.

Apesar de haver pouca evidência sobre os benefícios desses medicamentos, eles são indicados para reduzir a urgência em urinar e, assim, aumentar a capacidade da bexiga de armazenar urina. Acesse aqui o relatório técnico da Conitec.

Participação

Para participar, preencha o formulário eletrônico disponível em http://conitec.gov.br/index.php/consultas-publicas.

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