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Dia Mundial sem Tabaco: População pode enviar sugestões sobre a incorporação da vareniclina

  • Publicado: Sexta, 31 de Maio de 2019, 16h33
  • Última atualização em Quinta, 18 de Julho de 2019, 15h49
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Conitec abre Consulta Pública sobre a inclusão de medicamento para quem deseja abandonar o tabagismo.

O Ministério da Saúde analisa a inclusão de mais uma opção terapêutica para pessoas que desejam parar de fumar: a vareniclina. O medicamento está sendo avaliado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde – Conitec e é tema da consulta pública aberta hoje. Até o dia 19 de junho, profissionais de saúde, pacientes, especialistas e demais interessados podem enviar contribuições e auxiliar a comissão na elaboração da recomendação final sobre o assunto.

A vareniclina se liga parcialmente aos receptores de nicotina e, por isso, age tanto na redução do desejo pelo cigarro como nos sintomas relacionados à abstinência. A análise da Conitec envolveu a comparação desse medicamento com os já ofertados no SUS para tratamento da dependência à nicotina, como a terapia de reposição de nicotina (TRN) e a bupropiona. O medicamento avaliado não apresentou melhores resultados em relação às linhas já oferecidas à população. Em relação à eficácia e segurança, a vareniclina demonstrou resultados similares à TRN, mas com maiores custos. Por isso, a recomendação inicial da Comissão foi pela não incorporação ao SUS deste medicamento. Leia aqui o relatório.

As contribuições enviadas por meio da consulta pública podem confirmar ou modificar a recomendação do Plenário. Informações técnicas e cientificas e relatos de experiência sobre o uso desse medicamento, as vantagens ou desvantagens, ou de outros com mesmo objetivo auxiliam o trabalho da Conitec. Para participar basta preencher os formulários eletrônicos disponíveis no site, no link Consultas Públicas.

DIA MUNDIAL SEM TABACO

No Dia Mundial Sem Tabaco, celebrado nesta sexta-feira (31), o Brasil tem motivos para comemorar. Dados inéditos do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) revelam que, em 2018, 9,3% dos brasileiros afirmaram ter o hábito de fumar. Em 2006, ano da primeira edição da pesquisa, esse índice era de 15,6%. Nos últimos 12 anos, a população entrevistada reduziu em 40% o consumo do tabaco, o que reforça a tendência nacional observada, ano após ano, de queda constante desse hábito nocivo para a saúde.

O tabagismo é a principal causa de câncer de pulmão, sendo responsável por mais de dois terços das mortes por essa doença no mundo. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que, até o final de 2019, sejam registrados 31.270 novos casos de câncer de traqueia, bronquio e pulmão em decorrência do tabagismo, sendo 18.740 em homens e 12.530 em mulheres. O câncer de pulmão é o segundo mais frequente no país. Dados do Ministério da Saúde mostram que 27.833 pessoas foram a óbito em 2017 devido a essa causa. Entretanto, as consequências dos cigarros não são apenas essas.

O número de mortes e internações é maior quando se considera que o tabagismo causa outras doenças. Segundo o INCA, em 2015, as mortes com relação direta ao uso do tabaco são: doenças cardíacas (34.999); doença pulmonar obstrutiva crônica – DPOC (31.120); outros cânceres (26.651); câncer de pulmão (23.762); tabagismo passivo (17.972); pneumonia (10.900) e por acidente vascular cerebral – AVC (10.812).

O Instituto também afirma que a assistência médica associada ao tabagismo gerou, em 2015, R$ 39,4 bilhões em custos diretos. Além disso, a perda de produtividade associada ao hábito de fumar, no mesmo ano, chega a R$ 17,5 bilhões em custos indiretos devido às mortes prematuras e incapacidades.

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