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Conitec avalia incorporação de medicamento para mieloma múltiplo em pacientes adultos em diferentes situações no enfrentamento à doença

  • Publicado: Segunda, 27 de Julho de 2020, 11h05
  • Última atualização em Sexta, 28 de Agosto de 2020, 10h05
  • Acessos: 449

Análise dos casos foi feita separadamente. O prazo para as consultas públicas já está em vigor e todos podem participar até o dia 17 de agosto

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) avalia a incorporação do medicamento bortezomibe para o tratamento de mieloma múltiplo (MM) na rede pública, em diferentes situações envolvendo pacientes adultos com a doença. Trata-se de um tipo de câncer que gera um aumento do número de plasmócitos malignos na medula óssea. Os plasmócitos são células responsáveis pela produção de anticorpos que defendem o tecido conjuntivo, mas ao sofrerem mutações, reproduzem-se desordenadamente e transformam-se em células malignas.

O bortezomibe é um quimioterápico que, em conjunto com outros medicamentos desse tipo, pode compor a quimioterapia de indução nos casos de MM.

A Comissão avaliou separadamente a recomendação da medicação para o tratamento de:

a) pacientes adultos previamente tratados;

b) pacientes adultos que não receberam tratamento prévio, aptos para o tratamento de indução com alta dose de quimioterapia e transplante autólogo de células-tronco hematopoiéticas (TACTH) (quando as próprias células-tronco hematopoiéticas do paciente são removidas antes que a quimioterapia seja administrada - sendo posteriormente infundidas no organismo da pessoa, ao final de todo o processo);

c) pacientes adultos, não previamente tratados, sem requisitos necessários para o transplante autólogo de células-tronco hematopoiéticas.
Em todos os casos, a Conitec recomendou o encaminhamento à consulta pública com parecer favorável. Os temas estão disponíveis para consulta pública até o dia 17 de agosto.

Confira os links para participação na consulta pública.

Saiba mais
O mieloma múltiplo ainda não tem cura, tem evolução muito variável e sobrevida, em média, de 5 anos. Entre as consequências causadas pela doença, destacam-se lesões ósseas (principalmente no crânio, coluna, costelas e perto dos braços e pernas) e prejuízos à renovação das células sanguíneas, o que pode facilitar o aparecimento de anemia e infecções. Além disso, podem ocorrer comprometimentos progressivos ao funcionamento dos rins.

Tratamento no SUS
O tratamento recomendado deve ser iniciado logo após o diagnóstico e envolve três intervenções fundamentais, realizadas em sequência: terapia de indução, que visa a diminuir o número de células afetadas pelo MM na medula óssea; quimioterapia de alta dose e o Transplante Autólogo de Células Tronco (TACTH).

Quando bem sucedida, essa abordagem terapêutica pode trazer melhora significativa na qualidade de vida e até manter o MM em remissão durante vários anos. No entanto, por ainda não ter cura, o reaparecimento da doença e a ausência de resposta ao tratamento são bastante frequentes.

Nesses casos, o Ministério da Saúde coloca como opções a realização de um novo transplante, a repetição de esquemas quimioterápicos usados previamente ou a adoção de outros medicamentos ainda não utilizados.

Recomendação Preliminar da Conitec
Os membros do Plenário consideraram os benefícios do uso de bortezomibe em esquemas terapêuticos nos desfechos de sobrevida livre de progressão, remissão completa e taxa de resposta. Foram considerados também outros aspectos como o fato do bortezomibe possuir apresentação como medicamento genérico, ser custo-efetivo e não apresentar impacto orçamentário elevado.

Confira aqui os relatórios técnicos:

  • Relatório Técnico - Bortezomibe para o tratamento do mieloma múltiplo em pacientes adultos, não previamente tratados, elegíveis ao transplante autólogo de células-tronco hematopoiéticas 
  • Relatório Técnico - Bortezomibe para o tratamento do mieloma múltiplo em pacientes adultos previamente tratados 
  • Relatório Técnico - Bortezomibe para o tratamento do mieloma múltiplo em pacientes adultos, não previamente tratados, inelegíveis ao transplante autólogo de células-tronco hematopoiéticas 
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