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Medicamento para adultos com leucemia resistente não será incorporado ao SUS

  • Publicado: Quinta, 31 de Dezembro de 2020, 11h32
  • Última atualização em Segunda, 18 de Janeiro de 2021, 15h23
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Medicamento analisado pode estar associado à ocorrência de efeitos adversos graves. Conitec considerou já existir opção terapêuticas no SUS para a doença

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) não recomendou a ampliação do uso do medicamento dasatinibe para tratamento de indivíduos adultos com resistência ao tratamento para Leucemia Linfoblástica Aguda Cromossomo Philadelphia Positivo (LLA-Ph+), tipo de câncer agressivo que afeta a medula óssea e a produção de células sanguíneas. A análise da Comissão considerou casos de resistência ao tratamento com imatinibe, medicamento já disponível para tratamento na rede pública. De acordo com o Plenário, a qualidade de evidências científicas relacionadas ao tratamento ainda é baixa, além do que apresentaram a possibilidade de ocorrência de eventos adversos graves. Por isso, a recomendação final foi desfavorável à ampliação.

Clique aqui para ler relatório final.

A leucemia é um tipo de câncer do sangue que surge na medula óssea, um tecido mole do osso responsável por produzir os glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas. Quando há alguma mutação genética, as células podem se tornar cancerígenas, provocando a doença. Na LLA, devido a uma mutação genética, os linfócitos - células responsáveis pela defesa do organismo - não se desenvolvem e ficam danificados. Essas células, que apresentam DNA mutante, se multiplicam incontrolavelmente e se acumulam na medula óssea, impedindo o desenvolvimento de outras células normais e saudáveis.

A LLA-Ph+ é uma variação da LLA em que as células com material genético mutante que se multiplicam possuem o cromossomo Philadelphia (Ph+). A presença deste gene mutante faz com que a doença seja altamente agressiva. Os sintomas mais comuns são cansaço, palidez, febre, facilidade em adquirir hematomas na pele, como manchas escuras, aumento do número dos gânglios linfáticos (pequenas glândulas que produzem os anticorpos) e dor nos ossos.

Tratamento no SUS

As Diretrizes Diagnósticas Terapêuticas (DDT) para tratamento da Leucemia Linfoblástica Aguda Ph+ de Adulto recomendam que os pacientes de LLA sejam atendidos em hospitais habilitados em oncologia, com serviço de hematologia ou de oncologia pediátrica, e com porte tecnológico suficiente para diagnosticar, tratar e realizar o monitoramento de exames.

O tratamento recomendado é a administração do medicamento mesilato de imatinibe, um inibidor da proteína resultante do cromossomo Philadelphia. Esse medicamento deve ser integrado à quimioterapia intensiva, prevista pela conduta ou protocolo adotados no hospital. O documento orienta ainda a alternativa da terapia por meio do transplante de células-tronco (responsáveis pela manutenção da produção de diversos tipos de células sanguíneas).

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