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Ministério da Saúde incorpora tratamento para asma alérgica grave

  • Publicado: Sexta, 03 de Janeiro de 2020, 18h04
  • Última atualização em Sexta, 17 de Janeiro de 2020, 13h32
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Contribuições enviadas por pacientes e especialistas auxiliaram na avaliação da tecnologia

Pacientes com asma alérgica grave terão no SUS mais uma opção de tratamento para a doença: o medicamento omalizumabe. A participação da sociedade, durante a consulta pública, foi fundamental no processo de avaliação da tecnologia. Veja aqui o relatório da Comissão.

O omalizumabe é indicado para tratamento da asma alérgica grave em pacientes que não conseguiram o controle da doença mesmo após o uso do tratamento já disponível no SUS, com corticoide inalatório e beta-2 agonista de longa ação.

Inicialmente, a Comissão recomendou a não incorporação do medicamento, por não encontrar evidências científicas suficientes sobre os benefícios desse tratamento.

Durante os vinte dias em que a consulta pública esteve aberta, foram recebidas 274 contribuições técnico-científicas, enviadas por especialistas e profissionais de saúde, e 2.098 contribuições de experiência ou opinião, enviadas por pacientes, familiares, cuidadores e demais envolvidos com o tema.

A maioria das contribuições, quase 88% do total enviado, tratava sobre bons resultados do medicamento na melhoria dos sintomas e controle da doença, diminuição das crises e redução da necessidade de hospitalização. Em geral, esses relatos mostraram experiências positivas para controle da asma em grupos específicos de pacientes.

Por isso, os membros do Plenário consideraram que houve argumentação suficiente e recomendaram a incorporação do medicamento. 

ASMA E O TRATAMENTO OFERTADO NO SUS

No Brasil, estima-se que a prevalência de asma seja em torno de 10% da população, sendo que os casos de asma grave estão entre 5 a 10% do total dessa prevalência. Em 2008 a asma foi a 3ª causa de internação hospitalar pelo SUS, com cerca de 300 mil hospitalizações ao ano.

O objetivo do tratamento da asma é controlar a doença, sendo o tratamento ofertado pelo SUS conforme o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para a Asma. O PCDT orienta sobre o tratamento não medicamentoso e medicamentoso. O tratamento não medicamentoso, muito importante para o controle da doença, consiste em evitar o contato dos pacientes com as substâncias (alérgenos) que desencadeiam as crises, além de medidas educativas, com orientações sobre como identificar os sintomas da asma e como agir em casos de crises. Já o tratamento medicamentoso, consiste em corticoides inalatório, corticoide oral, beta-2 agonista de longa ação (LABA) e beta-2 agonista de curta ação (SABA).

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