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SUS amplia idade para realização de transplante de células-tronco para doenças sanguíneas em idosos

  • Publicado: Sexta, 28 de Agosto de 2020, 10h03
  • Última atualização em Segunda, 21 de Setembro de 2020, 19h17
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Sobe de 60 para 75 anos a idade máxima para realização do procedimento, já que doenças relacionadas ao sangue (hematológicas) são mais prevalentes na população idosa

O Ministério da Saúde decidiu pela ampliação da idade máxima para realização do transplante de células-tronco (TCTH) hematopoiéticas no SUS, tratamento utilizado para inúmeras doenças sanguíneas. Com a decisão, o limite de idade para realização do procedimento subiu de 60 para 75 anos. A mudança, demandada pela própria Pasta, foi recomendada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). Segundo o relatório da Comissão, a proposta é que a realização do procedimento seja atualizada conforme indicação da literatura mundial sobre o tema, que aponta que o mesmo pode ser realizado com segurança em pacientes idosos. Leia aqui o relatório de recomendação.

As doenças relacionadas ao sangue (hematológicas) são mais prevalentes na população acima de 60 anos. O transplante de células-tronco hematopoiéticas é uma alternativa terapêutica curativa para diversas dessas doenças, benignas ou malignas, hereditárias ou adquiridas ao longo da vida. Ele consiste na substituição de medula óssea doente por células de medula óssea sem alterações, oriundas de um doador aparentado ou não aparentado. O objetivo é a reconstituição do processo de formação de novas células sanguíneas (hematopoiese).

A modernização dos medicamentos imunossupressores, utilizados para evitar a rejeição do transplante, bem como o aparecimento de técnicas sensíveis e específicas que garantem maior compatibilidade entre doador e receptor e segurança do transplante, permitiu que a técnica fosse indicada no SUS para diversas condições, como doença falciforme, mucopolissacaridose tipos I, II, IV A e VI (MPS I, II, IV A e VI) e a hemoglobinúria paroxística noturna.

No Brasil, a expectativa de vida ao nascer para o homem é de 72 anos e para a mulher de 79 anos. Nesse contexto, pacientes acima de 60 anos com doenças hematológicas malignas eram tratados apenas com quimioterapia. Com a melhora das condições gerais de vida da população nas duas últimas décadas, que impactou diretamente na expectativa de vida, tornou-se possível realizar o TCTH com segurança em indivíduos acima dessa idade.

O procedimento pode aumentar a sobrevida de pacientes com doenças malignas de sangue em até 15 anos.

Critérios para realização do procedimento

Apesar de a idade não ser mais, isoladamente, um fator limitante para realização do TCTH alogênico, outros fatores devem ser avaliados em conjunto antes da indicação no procedimento neste grupo de pacientes, incluindo fatores fisiológicos, moleculares, endócrinos, imunológicos, nutricionais, neurológicos, psicológicos e motores. A avaliação prévia do idoso é importante para um melhor prognóstico pós-transplante.

Entre os critérios considerados para realização do procedimento estão incluídos padrões de funcionalidade, saúde mental, cognição, nutrição, uso de medicamentos, existências de outras doenças e condições e suporte social.

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