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Tratamento para hanseníase ganha nova opção terapêutica no SUS

  • Publicado: Terça, 29 de Dezembro de 2020, 17h55
  • Última atualização em Quinta, 29 de Abril de 2021, 09h53
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Conitec recomenda ampliação de medicamento para os casos em que há resistência às formulas já disponíveis na rede pública

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) recomendou a ampliação de uso da claritromicina para o tratamento de pacientes com hanseníase no SUS, nos casos em que há resistência aos medicamentos já ofertados na Rede. A doença afeta principalmente pele e nervos periféricos e pode causar complicações em longo prazo. A proposta de ampliação considera casos resistentes à rifampicina, com ou sem resistência associada à ofloxacino. A recomendação do Plenário é condicionada a apresentação de dados de vida real em três anos e conforme Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde.

Leia aqui a recomendação final da Conitec.

O tratamento medicamentoso atualmente ofertado pelo SUS combina três medicamentos: rifampicina, dapsona e clofazimina. O acompanhamento com esse esquema terapêutico pode durar até 24 meses. Em casos de resistência à rifampicina, o MS recomenda a troca por minociclina ou ofloxacino. Para casos que, ainda assim, há resistência ao tratamento, não há opção terapêutica disponível, por isso o parecer favorável à recomendação de inclusão da claritromicina.

Além das poucas opções terapêuticas e da importante escassez de estudos sobre o tratamento da resistência a medicamentos na hanseníase, não há a sinalização de novos medicamentos em horizonte temporal próximo

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a utilização da claritromicina com base em opiniões de especialistas, padrões de resistência e atividade conhecida de alternativas antibacterianas, no tratamento da hanseníase resistente a medicamentos; por isso, a necessidade de reavaliação do uso da claritromicina em 3 anos, com dados de vida real.

Hanseníase

É uma doença infectocontagiosa causada pela bactéria Mycobacterium leprae. Acomete, em especial, pele e nervos periféricos, podendo levar a graves incapacidades físicas. A transmissão ocorre principalmente pelas vias aéreas superiores, por meio de contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com uma pessoa doente.

A doença se manifesta pela diminuição ou perda da sensibilidade, o que faz com que as pessoas infectadas tenham diminuição ou perda da sensação tátil, de calor ou mesmo dor nas partes afetadas. A condição provoca manchas na pele, placas ou caroços em qualquer parte do corpo e a diminuição da força muscular das mãos, pés e face.

Quando iniciado o tratamento, após as primeiras doses da medicação, o indivíduo já não transmite mais a doença, porém, é necessário concluir o processo para que se alcance a cura e sejam evitadas reincidências e novas contaminações.

 

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